A campanha do presidente Lula (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (14) para questionar a diferença de tratamento entre dois canais de WhatsApp ligados à disputa presidencial. A coligação Brasil Pronto Pra Mais quer que o canal "Exército do Lula" seja liberado sem a restrição de 48 horas determinada pelo ministro Kassio Nunes Marques.
Segundo a ação, a restrição foi aplicada depois que medida semelhante não atingiu o grupo "Tropa do Flávio", ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O canal de apoio a Flávio foi comunicado ao TSE na terça-feira (13), embora já estivesse ativo. O PL havia informado à Justiça Eleitoral, em 7 de outubro, a existência de um site com o nome "Tropa do Flávio", mas só depois esclareceu que o endereço levava ao grupo no aplicativo. O tribunal foi procurado para comentar a diferença de tratamento, mas não respondeu.
Na ação, a campanha petista pede, em caráter de urgência, a suspensão da restrição imposta ao "Exército do Lula" e o restabelecimento imediato do canal pela Meta, empresa responsável pelo WhatsApp. Criado em 6 de outubro, o "Tropa do Flávio" reúne cerca de 1,7 milhão de participantes e compartilha conteúdos de aliados do senador, como os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Júlia Zanatta (PL-SC), além de mensagens de mobilização eleitoral.
Entre as publicações do grupo ligado a Flávio, uma associou a imagem de uma jovem aparentemente usando cocaína a um ato favorável a Lula na avenida Paulista, em São Paulo. O vídeo, porém, já circulava nas redes desde junho, antes da manifestação citada. Já o "Exército do Lula" chegou a ultrapassar 4 milhões de integrantes antes de ser retirado do ar, após uma ação da campanha de Flávio que apontou suposta disseminação de informações falsas.
A área técnica do TSE não identificou, no período de 2 a 11 de outubro, os conteúdos citados na ação contra o canal de Lula. Na terça-feira (13), Kassio Nunes Marques autorizou a retomada do grupo, mas manteve a suspensão por 48 horas, conforme previsão de resolução do tribunal. O deputado André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal, afirmou que as tentativas de derrubá-lo contribuíram para seu crescimento e apontou possíveis sinais de tratamento desigual.
Foto: Reprodução/BNews.






