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COP31: entenda o que é a Conferência do Clima e por que ela importa para o mundo

Evento da ONU acontece de 9 a 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia, com modelo inédito de divisão de responsabilidades com a Austrália.

COP31: entenda o que é a Conferência do Clima e por que ela importa para o mundo
Foto: Reprodução

A 31ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP31, será realizada de 9 a 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia. A COP é o principal fórum de decisões sobre o clima e reúne praticamente todos os países do planeta, mesmo sem existir um governo mundial para definir quanto cada nação deve emitir de gás carbônico ou investir no enfrentamento da crise climática.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Mudança do Clima (UNFCCC), as conferências funcionam como o órgão supremo de decisão da Convenção-Quadro sobre o tema, criada em 1992, durante a Rio-92. A Convenção entrou em vigor em 1994 e hoje tem 198 Partes, sendo 197 Estados e uma organização regional de integração econômica. A primeira COP foi realizada em 1995, em Berlim, e os encontros acontecem todos os anos.

A edição deste ano terá um modelo inédito. A Turquia será anfitriã e presidente, responsável pela logística e pela infraestrutura, enquanto a Austrália comandará o processo formal de negociação, em parceria com os países insulares do Pacífico, como mostrou a cúpula preparatória realizada em Fiji e Tuvalu.

Murat Kurum, ministro do Meio Ambiente, Urbanização e Mudanças Climáticas da Turquia, foi indicado presidente da conferência. Já Chris Bowen, ministro das Mudanças Climáticas e Energia da Austrália, será o presidente das negociações, responsável por construir consensos e buscar resultados concretos.

A necessidade de reunir quase 200 países se explica porque secas, enchentes, ondas de calor, incêndios e a elevação do nível do mar atingem todos os continentes. Uma política climática isolada, portanto, não resolve o problema global. Na mesma mesa sentam produtores de petróleo e gás, países dependentes de carvão, economias industrializadas, nações pobres e pequenos Estados insulares ameaçados.

As decisões são tomadas por consenso, o que não exige concordância total com o texto, mas a ausência de objeção formal capaz de barrar a adoção. O documento é negociado palavra por palavra e trechos sem acordo aparecem entre colchetes. Quando não há entendimento, o tema pode ficar para a reunião seguinte. As decisões não têm força de lei nacional, mas podem orientar políticas públicas e gerar pressão diplomática.

Participam das COPs chefes de Estado e de governo, ministros, diplomatas, negociadores técnicos, cientistas, ONGs, povos indígenas, empresas, investidores, governos locais, jovens e jornalistas. Esses atores podem pressionar, apresentar evidências e defender propostas, mas a decisão formal cabe apenas às Partes, ou seja, aos governos.

Foto: Reprodução.

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