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Irã diz que oferta para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias segue de pé e cobra resposta dos EUA

Chanceler Abbas Araqchi afirma que a via seria reaberta em seis dias e as negociações voltariam no sétimo, se Washington aceitar as condições de Teerã.

Irã diz que oferta para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias segue de pé e cobra resposta dos EUA
Foto: Reprodução/CNN

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou neste domingo (18) que a proposta feita aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias continua sobre a mesa.

Segundo ele, se Washington aceitar as condições de Teerã, a via navegável estratégica seria reaberta em seis dias, e as negociações entre os dois países seriam retomadas no sétimo dia.

Os ataques na região do estreito aumentaram nas últimas duas semanas. O Irã alega que intensificou as ações em resposta ao bloqueio imposto pelos EUA aos seus portos e às sanções mais rígidas aplicadas no mês passado.

Duas autoridades iranianas de alto escalão disseram à agência Reuters que Teerã tem adotado, de forma crescente, novas táticas contra embarcações que passam pela via. O objetivo, segundo elas, seria manter os preços do petróleo elevados e influenciar as eleições de meio de mandato nos EUA.

Paralelamente, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o país talvez precise atacar a Montanha Pickaxe, instalação fortificada enterrada no subsolo, perto de uma das principais instalações nucleares do Irã. A declaração foi dada em entrevista à Newsmax na noite de quinta-feira.

Trump afirmou que o objetivo é impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear e declarou que não usaria esse tipo de armamento na guerra, iniciada em fevereiro com ataques conjuntos de EUA e Israel. Ele também reiterou que não considera enviar tropas terrestres ao Irã.

O presidente não disse se autorizou o uso da bomba GBU-43/B, conhecida como a mãe de todas as bombas, contra a infraestrutura energética e as instalações nucleares iranianas, mas ressaltou que ela não é uma bomba nuclear.

Foto: Reprodução/CNN.

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