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Eleições 2026

DEBATE NA BAND: Flávio e Lula trocam acusações em duelo com mais provocações do que propostas

No primeiro confronto direto do segundo turno, suspeitas sobre os dois campos políticos dominaram o embate de duas horas, mas temas como saúde e custo de vida também apareceram.

DEBATE NA BAND: Flávio e Lula trocam acusações em duelo com mais provocações do que propostas
Foto: Quem são os candidatos ao Senado pelo Pará em 2026

O primeiro debate frente a frente entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno durou cerca de duas horas e teve mais provocações e troca de acusações do que discussão de soluções. Violência urbana, custo de vida e saúde pública chegaram a ser tratados, mas as suspeitas sobre os dois campos políticos predominaram.

Flávio demonstrou seguir um roteiro treinado com a equipe de campanha. Lula, por sua vez, deixou transparecer a pressão de quem precisa de uma virada inédita entre o primeiro e o segundo turno: não cumprimentou mediadores nem espectadores no início. O candidato do PL demorou, mas depois de saudar o público e os jornalistas da emissora também cumprimentou o adversário.

Lula fez perguntas incômodas que ficaram sem resposta de Flávio, como a que tratou dos R$ 134 milhões pedidos ao ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro. O petista afirmou que parte dos recursos teria financiado o irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.

Antes, o candidato do PL citou as declarações da empresária Roberta Luchsinger sobre a relação com Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Lula respondeu que o assunto é da alçada da Polícia Federal e repetiu que o filho prestará esclarecimentos aos investigadores.

Depois do primeiro bloco, marcado pela troca de acusações e por questionamentos éticos, os temas do dia a dia ganharam espaço. Flávio explicou a mudança de posição sobre a PEC que acabou com a escala de trabalho 6×1, embora tenha começado o bloco com uma pergunta sobre saída temporária de presos, na tentativa de associar o adversário à conivência com o crime. Lula procurou mostrar que o rival não viveu como a maioria dos brasileiros que depende de transporte público, SUS e escola pública.

Houve também momentos de humildade. Flávio admitiu que a saúde foi uma das áreas frágeis do governo do pai, Jair Bolsonaro, depois de Lula lembrar as mais de 700 mil mortes na pandemia. O petista reconheceu a alta no custo de vida, tema levantado pelo adversário.

No encerramento, Lula voltou a um discurso mais politizado, com democracia, soberania e políticas públicas de seus três mandatos, e usou a gravata com as cores nacionais. Flávio retomou a estratégia de se apresentar de forma mais moderada que o pai e valorizou a votação do primeiro turno. O eleitorado volta às urnas em sete dias, e a dúvida sobre o comparecimento ainda persiste nas duas campanhas.

Foto: Quem são os candidatos ao Senado pelo Pará em 2026.

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