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DEBATE: Flávio e Lula trocam ataques com Luchsinger, Vorcaro e SUS no primeiro confronto do 2º turno

Em encontro na Band a uma semana da votação, candidatos apresentaram propostas para segurança, saúde e economia, e a discussão terminou em confusão entre as comitivas.

DEBATE: Flávio e Lula trocam ataques com Luchsinger, Vorcaro e SUS no primeiro confronto do 2º turno
Foto: Reprodução/Entenda por que ICL distorce mensagens de Vorcaro sobre CNN

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentaram neste domingo (18) no debate da Band, a uma semana do segundo turno da eleição presidencial. Foi o primeiro confronto direto entre os dois na TV neste pleito. Além de propostas para SUS e segurança pública, os candidatos trocaram acusações e citaram Roberta Luchsinger, envolvida no caso Lulinha, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O debate, também promovido pelo Estadão e pelas emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan, só se confirmou após dúvidas sobre a presença de ambos. Flávio chegou por volta das 19h25, com aliados como Tarcísio de Freitas, Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Nikolas Ferreira. Lula chegou dez minutos depois, acompanhado de Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, André Janones, Marina Silva e Simone Tebet.

No primeiro bloco, Flávio prometeu "declarar guerra ao narcoterrorismo", recuperar territórios e criar mais de meio milhão de vagas em presídios. Lula citou a lei antifacção e defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública. Na economia, o presidente defendeu estimular o consumo e os microempreendedores, enquanto o senador criticou o endividamento e os gastos federais.

No confronto livre, Flávio cobrou explicações de Lula sobre as acusações feitas por Roberta Luchsinger, e o presidente respondeu que a Polícia Federal investigará o caso. Lula, por sua vez, questionou o senador sobre uma suposta ligação com o Careca do INSS e sobre a relação dele com Daniel Vorcaro. Os ataques chegaram aos familiares: Flávio chamou Lulinha de "foragido", e Lula citou Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

No segundo bloco, os dois divergiram sobre o SUS e a pandemia. Flávio prometeu levar o "padrão Albert Einstein" à rede pública, com prontuário único, telemedicina e inteligência artificial, e Lula questionou se a proposta significaria privatização. Flávio também apresentou plano de renegociação de dívidas das famílias, manutenção do Bolsa Família e criação do Ministério da Prosperidade. Lula citou o salário mínimo e as aposentadorias ao defender o poder de compra.

No terceiro bloco, Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico das duas famílias, e o senador afirmou não ter "absolutamente nada a esconder". Flávio defendeu castração química para estupradores e pedófilos e redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos. Lula acusou a família Bolsonaro de "subordinação" aos Estados Unidos, e o senador rebateu acusando o presidente de defender PCC e Comando Vermelho.

As considerações finais foram marcadas por confusão entre as comitivas, que interrompeu as falas dos dois candidatos. Lula afirmou ter recuperado a economia e a indústria e acusou o adversário de querer privatizar a Petrobras. Flávio criticou os três mandatos do petista e declarou: "Jamais vou prometer o que não posso cumprir".

Flávio obteve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, cerca de 56,1 milhões, e Lula teve 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões. O segundo turno acontece em 25 de outubro.

Foto: Reprodução/Entenda por que ICL distorce mensagens de Vorcaro sobre CNN.

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