O ex-banqueiro Daniel Vorcaro demonstrou interesse em comprar 20% do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, que na época ainda se chamava Allianz Parque. A conversa foi com Walfrido Warde, advogado da Wtorre, construtora responsável pela obra, e consta em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro.
Em junho de 2024, Warde relatou ao então dono do Master vitórias da Wtorre em litígios sobre o espaço. Em 13 de agosto, o advogado perguntou se Vorcaro teria interesse em comprar uma parte do estádio. Vorcaro respondeu que sim e quis saber as condições.
Warde disse que o estádio havia sido avaliado em R$ 1,7 bilhão e que pensava em uma fatia de cerca de 20%. Vorcaro afirmou que topava e que conhecia os grandes números, mas não sabia como estava a dívida. Segundo o advogado, o débito estava com o BTG e as pendências com o Palmeiras já estavam acertadas, com pagamento previsto até o fim daquele mês.
O advogado também perguntou quando poderia marcar uma reunião com a família. Vorcaro propôs a sexta-feira. Investigadores da PF que acompanham o inquérito do Master, sob reserva, afirmam que a referência é à família proprietária da Wtorre.
Não há nas mensagens confirmação de que o encontro tenha ocorrido. Vinte dias depois, Warde voltou ao assunto e perguntou qual posição deveria passar à Wtorre, que o cobrava. Ele ligou para Vorcaro, não foi atendido, e cinco minutos depois recebeu o retorno, em uma chamada de 3 minutos e 36 segundos.
A defesa de Vorcaro preferiu não se manifestar. A defesa de Warde ainda não respondeu. A assessoria do Palmeiras disse que o clube não tem conhecimento sobre o tema e que o estádio é gerido pela Wtorre, responsável pela exploração comercial. Segundo o clube, o Palmeiras recebe percentuais das receitas, como eventos e naming rights, e gerencia o local apenas em dias de jogo.
Foto: Montagem Daniel Vorcaro e estádio do Palmeiras • Reprodução.






