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Saúde

Tártaro nos dentes: por que algumas pessoas acumulam mais do que outras, segundo dentista

Saliva, posição dos dentes e hábitos de higiene ajudam a explicar a diferença, e escovar com mais força não remove o tártaro já formado.

Tártaro nos dentes: por que algumas pessoas acumulam mais do que outras, segundo dentista
Foto: Reprodução/Shutterstock

Quem faz a limpeza no dentista e logo vê o tártaro voltar não está sozinho. A velocidade de formação varia de pessoa para pessoa, e a higiene bucal, embora importante, não é o único fator por trás dessa diferença.

O tártaro, também chamado de cálculo dental, surge quando a placa bacteriana que fica sobre os dentes passa por um processo de mineralização. Segundo a dentista Andressa Zacarro, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, características individuais interferem nesse processo. Ela cita a composição da saliva, a anatomia da boca, a posição dos dentes e os hábitos de higiene.

A saliva tem papel relevante, pois contém minerais que podem participar da mineralização da placa. Como a composição e o fluxo salivar não são iguais em todas as pessoas, algumas têm formação de tártaro com mais facilidade. A localização também pesa: regiões próximas à saída das glândulas salivares, como a parte interna dos dentes inferiores da frente, tendem a acumular mais.

Dentes apinhados, sobrepostos ou com espaços de difícil acesso também favorecem o problema, porque dificultam a passagem do fio dental e da escova e deixam a placa por mais tempo nesses pontos. Por isso, duas pessoas que escovam com a mesma frequência podem ter quantidades diferentes de placa e de tártaro.

Depois que a placa vira tártaro, escovar mais ou com mais força não resolve. A especialista alerta que a escovação muito forte ainda pode machucar a gengiva e que o cálculo já formado precisa ser removido por um profissional.

Para evitar que volte, a recomendação é controlar a placa antes que ela mineralize, com escovação adequada, uso diário de fio dental e atenção às áreas de maior acúmulo. A frequência das limpezas profissionais pode variar conforme cada caso e deve ser definida pelo dentista.

Segundo o texto, o mais importante é controlar o acúmulo, já que o tártaro que permanece nos dentes pode favorecer inflamações na gengiva e contribuir para problemas periodontais.

Foto: Reprodução/Shutterstock.

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