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Roberta Luchsinger diz que Lulinha se reuniu com ministros e acusa Lula de mentir; Planalto rebate

Lobista investigada no caso INSS afirma que filho do presidente esteve com integrantes do governo; Secretaria de Comunicação nega qualquer interlocução com ela.

Roberta Luchsinger diz que Lulinha se reuniu com ministros e acusa Lula de mentir; Planalto rebate
Foto: Reprodução / Youtube / CNN Brasil

A lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso dos descontos indevidos e desvios contra aposentados e pensionistas do INSS, acusou o presidente Lula (PT) de mentir ao negar que o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenha participado de reuniões com ministros. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, neste sábado (17).

Segundo ela, os encontros aconteceram inúmeras vezes. Roberta disse que não poderia dar detalhes por estar submetida a uma decisão judicial, mas citou o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmando que Lulinha chegou a viajar para a casa dele, no Ceará.

A lobista contestou a fala atribuída a Lula de que o filho jamais teria sentado com algum ministro. "O filho dele sentava semanalmente com o ministro, seja para trocar figurinha, seja para trocar qualquer outro tipo de diálogo", declarou. Ela também afirmou que participava de reuniões com ministros para discutir políticas públicas e que as conversas estariam registradas em seu celular, cujos dados, segundo ela, têm sido alvo de vazamentos.

Roberta disse ainda que Lulinha esteve presente em discussões sobre o canabidiol no Brasil, tema ao qual afirma ter se dedicado. "Com certeza, em algum momento ele já ouviu alguma discussão, já ouviu alguma troca de ideia", afirmou. Ela acusou Lula de tentar induzir a opinião pública ao erro por meio de declarações à imprensa.

Após a entrevista, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou nota afirmando que Lula desconhece inteiramente os fatos relatados e jamais manteve interlocução com Roberta. O texto também diz que não existe contrato do governo federal com a lobista.

A nota afirma ainda que causa estranheza o fato de as declarações surgirem às vésperas do segundo turno da eleição e classifica o episódio como tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático. As alegações sobre os encontros foram feitas pela lobista e não configuram, por si só, comprovação independente das reuniões.

Foto: Reprodução / Youtube / CNN Brasil.

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