Publicidade
Brasil

EUA dizem apoiar eleições livres e justas no Brasil, mas não confirmam se reconhecerão o resultado

Em resposta a parlamentares, Departamento de Estado fala em manter diálogo com o governo eleito, mas evita esclarecer se aceitará o resultado das urnas.

EUA dizem apoiar eleições livres e justas no Brasil, mas não confirmam se reconhecerão o resultado
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, nesta quinta-feira (15), que apoia o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo. A manifestação foi enviada em resposta a uma carta da congressista Delia Ramirez e de outros parlamentares ao secretário de Estado, Marco Rubio.

Os congressistas questionaram a posição americana sobre as eleições presidenciais no Brasil e o reconhecimento do resultado das urnas. Na resposta, o governo dos EUA ressaltou que pretende manter o diálogo com o país em áreas como segurança, comércio e investimentos.

"Continuaremos interagindo com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países", afirmou o Departamento de Estado. Apesar disso, o texto não esclareceu diretamente se Washington reconhecerá o resultado do pleito brasileiro.

A carta também tratou das sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky. Segundo o governo americano, a medida foi fundamentada em evidências documentadas de graves violações de direitos humanos. A administração de Donald Trump acusou o magistrado de abusar de sua autoridade e restringir a liberdade de expressão. Moraes e a esposa, Viviane Barci de Moraes, foram retirados da lista de sanções em 12 de dezembro de 2025.

Outro ponto abordado foi a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O órgão justificou a decisão citando a violência dos grupos, os ataques contra forças de segurança e civis e a atuação de redes criminosas em território americano.

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil.

Publicidade

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share with