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Série sobre Marília Mendonça chega ao Prime Video em 16 de outubro; diretora diz que cantora mudou o sertanejo

Susanna Lira afirma que a Rainha da Sofrência abriu portas para as mulheres na música brasileira; "Sentimento Louco" usa mais de 530 mil imagens de arquivo.

A série documental "Marília Mendonça: Sentimento Louco" estreia em 16 de outubro no Prime Video. A diretora Susanna Lira, responsável pela produção, afirmou que a cantora (1995-2021) foi uma das responsáveis por romper barreiras no sertanejo.

Segundo Susanna, Marília é um marco para as mulheres na música brasileira por ter ocupado um gênero conservador, no qual os homens predominavam. "Existe um antes e depois dela", disse a diretora.

Ela contou que passou a se interessar pelo trabalho da artista ao perceber que ela rompia padrões no sertanejo e falava o que as mulheres queriam ouvir. "Depois dela, não existem mais limites para as mulheres na música brasileira", declarou.

Entre os pontos que mais marcaram a diretora durante a pesquisa está o fato de Marília ter sido provedora da família desde muito jovem. Para Susanna, a mensagem deixada pela cantora é de coragem, persistência e de viver uma vida que vale a pena.

A produção reúne mais de 530 mil imagens, 50 mil vídeos e centenas de notas, mensagens e áudios, que embasam passagens inéditas da vida e da carreira da artista. A série também traz arquivos pessoais e depoimentos de amigos, familiares e parceiros de estrada, como Maiara e Maraisa, Paula Fernandes e Zezé Di Camargo.

A mãe da cantora, Ruth Moreira, elogiou o resultado. "É uma história de superação, uma história bonita, uma história da verdade sobre a Marília", afirmou.

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