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INFLAÇÃO: preços sobem nos EUA e ataques do Irã a navios-tanque ameaçam plano de Trump para baixar combustíveis

Gasolina disparou 9,1% em setembro, e o aumento de ataques no Oriente Médio reduziu o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz, a três semanas das eleições de meio de mandato.

INFLAÇÃO: preços sobem nos EUA e ataques do Irã a navios-tanque ameaçam plano de Trump para baixar combustíveis
Foto: Reprodução/Petróleo sobe após ataque à Saudi Aramco e riscos em Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os republicanos receberam um novo golpe a três semanas das eleições de meio de mandato: o Índice de Preços ao Consumidor, divulgado na quarta-feira (14), mostrou que a inflação continuou a subir em setembro, puxada principalmente pelos custos de energia.

Os preços da gasolina avançaram 9,1% no mês e fecharam setembro com alta superior a 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. O óleo combustível subiu 15,3% em setembro e acumula alta de mais de 74% em um ano. Segundo a Moody’s Analytics, o conflito envolvendo o Irã representa um gasto extra de cerca de US$ 2 mil para a família americana média.

O relatório também trouxe um sinal de alerta: a retomada dos custos de habitação e aluguel, que haviam desacelerado na primavera e no verão. O setor de serviços subiu 0,4% no mês. Economistas se preocupam porque esses preços costumam ser difíceis de reduzir. Com a inflação maior, também subiram os rendimentos dos títulos públicos e as taxas de juros, o que encarece o crédito e a moradia.

Para tentar conter os preços, o governo Trump recorreu a medidas como a escolta da Marinha dos EUA a navios-tanque que saem do Golfo pelo Estreito de Ormuz e a suspensão de algumas sanções à Rússia, para permitir a importação de uma quantidade relativamente pequena de diesel.

Só que o Irã e seus aliados houthis estão atrapalhando essas estratégias. Segundo a Kpler, serviço de monitoramento marítimo, ao menos 18 embarcações no Oriente Médio e arredores foram atacadas nas últimas duas semanas. Na terça-feira (13), os houthis teriam atingido a sede da Aramco, estatal de petróleo da Arábia Saudita. Nos últimos sete dias, o trânsito de petróleo e combustíveis pelo Estreito de Ormuz caiu para 54% dos níveis anteriores à guerra, depois de ter se recuperado quase totalmente.

O analista da Kpler Matt Smith afirmou que o Irã parece tentar manter os preços do petróleo elevados antes das eleições, intensificando ataques por conta própria e por meio dos houthis. Para Dan Pickering, da Pickering Energy Partners, a reação iraniana não deveria surpreender, já que os EUA alardeavam o sucesso em levar mais petróleo ao mercado global.

Ainda não é possível prever quem levará vantagem no Estreito de Ormuz, mas o maior prejudicado, segundo a análise, é o consumidor americano, que dará seu veredito sobre a economia nas urnas daqui a três semanas.

Foto: Reprodução/Petróleo sobe após ataque à Saudi Aramco e riscos em Ormuz.

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