Publicidade
Eleições 2026

Governo aposta em ação do PSD no STF para garantir 2º turno no RJ e mobilizar eleitor pró-Lula

Governistas veem na ADPF contra decisão do TSE sobre votos de Garotinho uma chance de reforçar a campanha de Lula no Rio de Janeiro.

ELEIÇÕES: "Não sou vassalo de Lula", diz Eduardo Paes ao confirmar apoio ao presidente no 2º turno
Foto: Reprodução/BNews

Integrantes do governo relataram apostar no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir um segundo turno eleitoral no Rio de Janeiro. A expectativa é que isso assegure mobilização a favor do presidente Lula no estado na reta final da campanha.

A avaliação é que esse objetivo está por trás da ação apresentada pelo PSD ao Supremo nesta quarta-feira. O partido tenta reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou inválidos os votos de Anthony Garotinho no primeiro turno. Com isso, o Tribunal Regional Eleitoral deve recalcular os votos e dar a vitória ao candidato do PL, Douglas Ruas, sobre Eduardo Paes, do PSD, apoiado por Lula.

O governo vê o movimento de forma positiva porque uma eventual reversão mobilizaria o eleitor petista fluminense. A campanha aposta em atos de rua para virar a disputa contra Flávio Bolsonaro, em um estado onde o bolsonarismo é mais forte que o petismo.

A ação é uma ADPF endereçada ao presidente do STF, Edson Fachin. O pedido é que os ministros que integram o TSE, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, não sejam relatores, já que participaram da sessão que definiu o destino da eleição no Rio.

Na petição, os advogados do PSD indicam que o caso deve ser distribuído a Gilmar Mendes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin ou Flávio Dino. A tese jurídica é a de que a renúncia de Garotinho após o primeiro turno não pode retroagir para invalidar o resultado daquela votação.

Nos bastidores, há um ponto a favor e outro contra a iniciativa. A favor, pesa o fato de uma ala do STF ter tomado decisões desde o início do ano que impactaram a política local em favor de Paes, como o pedido de vista de Flávio Dino no julgamento sobre eleição indireta no estado. A decisão manteve o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, como governador e impediu Ruas de fazer campanha no cargo.

Contra, o STF optou por maior discrição no segundo turno, depois que movimentos da ala governista da Corte no primeiro turno foram vistos como determinantes para a vitória de Flávio Bolsonaro. Procurados, o presidente do PT, Edinho Silva, o do PSD, Gilberto Kassab, e Eduardo Paes não se manifestaram.

Foto: Reprodução/BNews.

Publicidade

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share with