O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira (14) que uma exploração "massiva" de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na Groenlândia. O anúncio foi feito na rede social Truth Social, onde ele se referiu ao território como "nossa nova e bela Groenlândia".
Na publicação, Trump disse que, segundo especialistas, a quantidade de petróleo na região é "muito maior do que a encontrada em quase qualquer outra área terrestre do mundo". Ele também destacou o valor estratégico do local para a segurança dos EUA e da Europa.
Sobre a importância militar, o presidente afirmou que "qualquer ataque futuro aos Estados Unidos terá de passar pela Groenlândia", onde, segundo ele, as defesas americanas derrubarão drones, mísseis ou qualquer outro tipo de arma. "A região nos oferece tempo, localização e campo de visão como nenhum outro lugar do mundo!", completou.
O anúncio ocorre em meio a pressões no setor de energia americano. As refinarias dos EUA, em sua maioria na Costa do Golfo, operam no limite da capacidade para compensar interrupções causadas pela guerra no Oriente Médio. Os estoques que serviam de amortecedor já foram usados, e a reserva de emergência de petróleo do país está no nível mais baixo desde 1982.
Em setembro, Trump, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, assinaram um acordo que amplia a presença militar americana no território. A cerimônia aconteceu após o discurso do presidente na ONU.
O entendimento não atendeu à exigência de Trump de que os EUA incorporassem a Groenlândia, mas prevê a proibição de forças de países fora da Otan na ilha, a construção de duas bases americanas e a garantia de acesso militar dos EUA caso o território conquiste a independência da Dinamarca.
Foto: Reprodução/Partido Republicano busca voto evangélico nas midterms.






