Funcionários terceirizados que atuam na área de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) denunciam atrasos nos salários e irregularidades no pagamento de benefícios trabalhistas. Segundo os relatos, a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), responsável pelo contrato, acumula cinco atrasos em 2026, três deles consecutivos.
Além dos salários, os trabalhadores relatam dificuldade para falar com representantes da empresa e apontam falhas nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e no vale-alimentação. A categoria também teme prejuízos na transição para uma nova prestadora, principalmente em relação a férias e a possíveis verbas rescisórias.
O caso ocorre após uma greve de terceirizados da Fundac que prestam serviço ao Supremo Tribunal Federal (STF), realizada em junho para cobrar salários e outros direitos atrasados. Durante a cobertura do primeiro turno das eleições, quase 100 profissionais trabalharam na comunicação do TSE, com jornadas prolongadas, horas extras e plantões nos fins de semana.
Em nota, o TSE informou que adota medidas para viabilizar o pagamento dos trabalhadores o mais rápido possível, respeitando os requisitos legais. O tribunal acrescentou que uma contratação emergencial para garantir a continuidade dos serviços está na fase final de formalização.






