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PERU: governo de Keiko Fujimori proíbe maquiagem e cabelo tingido em escolas públicas

Novo código disciplinar também exige cabelo curto para meninos, restringe celulares e prevê expulsão em casos graves.

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Foto: divulgação

O governo do Peru apresentou um novo código disciplinar para as escolas públicas do país que proíbe o uso de maquiagem, esmalte e cabelos tingidos. Os meninos também serão obrigados a manter o cabelo curto. As regras foram anunciadas na segunda-feira (12) pela presidente Keiko Fujimori.

Durante visita a uma escola na periferia de Lima, a presidente defendeu as medidas como parte de uma política de reforço da disciplina. "A ordem não deve reinar apenas nas ruas, mas também voltar às nossas escolas, às nossas salas de aula", declarou. Ela afirmou ainda que há direitos, mas também deveres, e que fica totalmente proibido tingir o cabelo ou usar maquiagem.

O ministro da Educação, José Chang, informou que os esmaltes também estão vetados e que as saias dos uniformes terão de seguir um comprimento considerado "adequado". O código prevê a volta das notas de comportamento e a possibilidade de expulsão de alunos que cometam infrações graves. Celulares só poderão ser usados com autorização dos professores.

Segundo o governo peruano, as medidas buscam combater o assédio e a violência sexual nas escolas. A iniciativa faz parte da política de endurecimento de Fujimori contra a criminalidade, em meio a uma onda de extorsões que afeta a população.

As organizações feministas Manuela Ramos e Centro de la Mujer Peruana Flora Tristán criticaram as regras de aparência. Em nota conjunta, afirmaram que "controlar aspectos como o cabelo ou a maquiagem não previne agressões sexuais nem outras formas de violência escolar". A Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos classificou as medidas como "populistas e autoritárias".

O Ministério da Educação informou que o regulamento será publicado no diário oficial antes de valer, o que deve acontecer provavelmente no fim de 2026. Após a publicação, os cidadãos terão 30 dias para apresentar objeções e críticas à proposta.

Foto: divulgação.

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