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Justiça

Fachin cobra da PF celeridade no Inquérito das Fake News e exige envio de menções a ministros no caso Master

Em reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, presidente do STF afirmou que atos de investigação contra ministros dependem de autorização do Plenário.

Fachin cobra da PF celeridade no Inquérito das Fake News e exige envio de menções a ministros no caso Master
Foto: Reprodução/BNews

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cobrou celeridade da Polícia Federal na conclusão do Inquérito das Fake News. Ele também afirmou que todas as menções a ministros encontradas nas investigações sobre o Banco Master devem ser encaminhadas à Corte, sem exceção. O tema foi discutido na terça-feira (13), em Brasília, em reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, conforme nota divulgada pela corporação.

Na conversa, Rodrigues tratou do Ofício 3467748, de 2 de outubro de 2026, que pede informações sobre o formato adequado para apresentar o material relacionado às investigações do caso Master.

Fachin esclareceu que a eventual realização de atos de investigação contra ministros do STF depende de autorização do Plenário, respeitadas as normas constitucionais, legais e regimentais. Segundo a nota, a PF deve encaminhar todas as menções acompanhadas do contexto em que aparecem e em caráter estritamente descritivo.

Depois da apresentação dos elementos, o Plenário poderá deliberar sobre o assunto, após ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme o artigo 33, parágrafo único, da Lei Complementar nº 35/1979.

O Inquérito nº 4.781/DF foi instaurado em março de 2019, por determinação do então presidente da Corte, Dias Toffoli. A investigação apura a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra o tribunal, seus ministros e familiares. Foi conduzido por Alexandre de Moraes desde a abertura e, em setembro de 2026, Fachin assumiu a relatoria de novos atos, segundo a imprensa. A PF informou que examinará se ainda há medidas investigativas a realizar. A nota não estabelece relação direta entre o inquérito e o caso Master, e os dois assuntos foram tratados na mesma audiência.

Fachin e Rodrigues também discutiram segurança institucional e ameaças contra integrantes do Supremo. A Presidência do STF destacou a importância de uma atuação preventiva e coordenada para proteger os magistrados e garantir o funcionamento das instituições, e a PF reiterou o compromisso de colaborar.

A reunião ainda abordou as apurações sobre o INSS e o Banco Master. A Presidência do STF informou que aguarda manifestação da PGR na Petição 16.704 para encaminhar as providências cabíveis, incluindo a análise de pedidos.

Foto: Reprodução/BNews.

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