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TSE: Nunes Marques proíbe jornal de sindicato de petroleiros a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro

Decisão do presidente do tribunal suspende circulação de edição especial que comparava projetos dos candidatos para a Petrobras, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

TSE: Nunes Marques proíbe jornal de sindicato de petroleiros a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução/Redes sociais e Gustavo Moreno/SCO/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, proibiu na sexta-feira (9) a distribuição do jornal "Petróleo dos Brasileiros", produzido pelo Sindipetro Unificado, de São Paulo, com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O pedido partiu da campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que solicitou tutela de urgência. O descumprimento da ordem pode render multa diária de R$ 10 mil ao sindicato, além de outras medidas judiciais.

Segundo a entidade sindical, Nunes Marques determinou a interrupção da distribuição dos exemplares impressos, a retirada do arquivo do site e o fim da divulgação nos canais digitais.

O alvo da decisão foi a edição especial de setembro, intitulada "Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?". Em nota, a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, afirmou que a edição cumpre o papel de apresentar o que cada projeto político defende para o futuro da Petrobras. "Mas, em vez de discutir publicamente as propostas para uma das empresas mais estratégicas do País, o sindicato agora precisa cumprir determinações judiciais que impedem a circulação desse conteúdo", declarou.

De acordo com a FUP, o jornal divulgava medidas adotadas na gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022), pai do candidato, relacionadas à Petrobras e aos trabalhadores. A entidade classificou o conteúdo como "fatos já amplamente noticiados na ocasião".

Durante o governo Bolsonaro, três refinarias foram privatizadas, além da Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, vendida junto com campos maduros do estado. Também foram vendidas as transportadoras de gás natural TAG e NTS e a BR Distribuidora, que tirou a estatal do setor de distribuição de combustíveis.

Foto: Reprodução/Redes sociais e Gustavo Moreno/SCO/STF.

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