Senadores do PL avaliam que a PEC que acaba com a escala 6×1 tem votos suficientes para ser aprovada no Senado e defendem que o partido libere a bancada na votação. Na prática, a avaliação é que a legenda deve votar a favor para evitar prejuízos eleitorais ao candidato Flávio Bolsonaro.
Parlamentares ouvidos reservadamente consideram que deixar cada senador decidir seu voto pode reduzir constrangimentos, já que há posições diferentes sobre o tema dentro do partido.
Segundo esses senadores, os cálculos internos indicam, até agora, poucas chances de aprovação de emendas que obriguem o texto a voltar à Câmara. Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos.
O PL ainda precisa definir oficialmente sua posição sobre uma das principais apostas de Lula na reta final da campanha. A oposição defende uma proposta alternativa do senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê pagamento por hora trabalhada em vez da redução da jornada, mas o texto ainda não avançou.
Uma reunião marcada para esta terça-feira (13) deve discutir a orientação à bancada e alinhar oficialmente o discurso do partido para a votação. Até lá, os parlamentares têm preferido não se manifestar publicamente sobre o assunto.
Foto: Plenário do Senado Federal • Jonas Pereira/Agência Senado.






