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Brasil

OPERAÇÃO DISQUE 151: Polícia Civil de SP mira bets ilegais e bloqueio pode chegar a R$ 154 milhões

Ação cumpre mandados de prisão e de busca na capital paulista e em Mogi das Cruzes contra operadores de duas plataformas de apostas on-line.

OPERAÇÃO DISQUE 151: Polícia Civil de SP mira bets ilegais e bloqueio pode chegar a R$ 154 milhões
Foto: Reprodução/Morre Amber Siyavus, ex-"Big Brother", aos 46 anos

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta terça-feira (13) a Operação Disque 151, contra operadores de duas plataformas ilegais de apostas on-line. A ação cumpre três mandados de prisão e seis de busca e apreensão na capital paulista e em Mogi das Cruzes, na região metropolitana. Até o momento, três pessoas já foram presas.

A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 154 milhões. Segundo a investigação, os alvos são apontados como beneficiários ocultos de um esquema de jogos on-line fraudulentos que teria causado prejuízos a pelo menos 10 milhões de vítimas.

A operação é coordenada pela 3ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais), especializada em fraudes financeiras e econômicas, do Departamento Estadual de Investigações Criminais. O objetivo é atingir o núcleo financeiro da organização criminosa e identificar possíveis novos envolvidos.

O nome da operação faz referência ao canal de denúncias do Procon-SP, que passou a notar a gravidade das apostas clandestinas com o aumento de reclamações de consumidores, principalmente sobre falta de pagamento de prêmios. O Gedec, grupo do Ministério Público de São Paulo que combate delitos econômicos, também participou do trabalho, filtrando queixas com padrões semelhantes. Antes da fase externa, a investigação cruzou dados obtidos com quatro quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático.

As apurações analisaram pouco mais de 38,5 milhões de operações financeiras feitas pelos alvos. De acordo com a Polícia Civil, o esquema movimentou mais de R$ 14 milhões em apenas seis meses.

Os investigadores identificaram uma estrutura de captação de depósitos por meio das chamadas contas-bolsão, descritas como contas sem titularidade definida. Os valores reunidos diariamente eram transferidos de uma só vez para uma segunda conta do mesmo tipo e depois distribuídos entre contas de pessoas físicas e jurídicas, o que, segundo a apuração, dificultava o rastreamento do dinheiro. A Polícia Civil não detalhou o total de valores efetivamente bloqueados.

Foto: Reprodução

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