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Justiça

Justiça do Rio eleva para R$ 500 mil indenização à família de professor morto por tiro de fuzil da PM

Decisão da 6ª Câmara de Direito Público também prevê pensão à esposa e aos quatro filhos de Alexandre Almeida Duarte, morto em 2019 em Copacabana.

A 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aumentou para R$ 500 mil a indenização que o estado deverá pagar à família do professor de percussão Alexandre Almeida Duarte. Ele morreu após ser atingido por um tiro de fuzil na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

A decisão também determina o pagamento de pensão alimentícia à esposa e aos quatro filhos da vítima até a provável sobrevida dele, além de tratamento psicológico aos familiares.

O crime ocorreu em 17 de julho de 2019. Alexandre subiu a ladeira acompanhado de dois médicos, que iriam conhecer as instalações de iniciativas locais ao lado do presidente da associação de moradores. Ao desembarcarem do carro, o grupo foi surpreendido pela chegada da Polícia Militar, que fez diversos disparos na comunidade.

Diretor de bateria da escola de samba Unidos da Vila Rica, Alexandre foi atingido no peito. Moradores o socorreram e o levaram ao Hospital Copa D'Or, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Na época, testemunhas relataram que os policiais chegaram atirando dentro da comunidade. A corporação, por sua vez, afirmou que a equipe da Unidade de Polícia Pacificadora foi recebida a tiros e revidou.

De acordo com o inquérito, os policiais militares se recusaram a prestar socorro, que acabou sendo feito pelos moradores. A ação indenizatória movida pelos herdeiros agora garante a reparação financeira e o amparo psicológico definidos pelo tribunal.

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