A direita e a oposição no Senado decidiram mudar de postura em relação à PEC que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e devem votar a favor da proposta. A informação foi apurada pelo diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner.
A votação estava prevista inicialmente para quarta-feira (14), mas governistas e oposição avaliam que ela deve ocorrer, na prática, só na quinta-feira (15). A decisão de pautar o texto foi tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se comprometeu a levar a proposta ao plenário.
Até a semana passada, a estratégia da direita era obstruir ao máximo a votação, para empurrar a análise da PEC para depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Se não conseguisse obstruir, o plano era aprovar uma emenda que alterasse o texto e o devolvesse à Câmara dos Deputados, o que impediria a promulgação antes do dia 25 deste mês.
A lógica era evitar que a aprovação beneficiasse politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do primeiro turno. Interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), porém, passaram a avaliar que votar contra a PEC poderia ser ainda mais prejudicial do ponto de vista eleitoral.
"Existe um temor muito grande de que, mesmo explicando as divergências em relação à proposta, mesmo fazendo uma defesa da jornada de trabalho flexível, vai ser muito difícil comunicar isso para o eleitor", explicou Rittner.
Segundo ele, cortes de vídeos nas redes sociais poderiam colocar a campanha de Flávio Bolsonaro em posição contrária ao trabalhador. Rittner destacou ainda que a decisão de Alcolumbre de pautar o projeto pode ser "o último tiro" para tentar se manter na presidência do Senado no ano seguinte.
Foto: Reprodução/Lula quer votação da PEC da Segurança antes do segundo turno.






