O Corinthians atravessa uma crise dentro e fora de campo. Nesta segunda-feira (12), torcedores protestaram no Parque São Jorge, e entre as reivindicações está o pedido de intervenção judicial no clube. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está perto de definir se esse caminho será adotado.
O clube é alvo de investigação por vários motivos, e três se destacam: a dívida de R$ 2,8 bilhões, a desorganização dos poderes internos e irregularidades em contratos considerados suspeitos. O time também trocou de treinador recentemente, após oito derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro.
O inquérito está na fase final, com mais de dez depoimentos e cerca de três mil páginas. Uma força-tarefa atua no caso desde maio, e alguns documentos e provas ainda estão sendo recolhidos. Os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, da Promotoria de Patrimônio Público e Social de São Paulo, conduzem a apuração ao lado de Silvio Antônio Marques. Segundo a avaliação divulgada, a intervenção é o cenário mais provável.
Se a medida for aprovada, um interventor seria nomeado para dar mais transparência às finanças e corrigir erros administrativos. Os limites de sua atuação seriam definidos pela Justiça e podem não alcançar todos os dirigentes. Os mais poderosos, porém, tendem a sofrer sanções, como o presidente Osmar Stábile, candidato à reeleição.
Outro efeito provável é o atraso no calendário eleitoral. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, já admitiu o risco de adiamento da votação em caso de intervenção.
A alternativa à intervenção é um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que manteria os poderes da diretoria e indicaria caminhos para contornar a crise. O MP não informou prazo, mas se espera uma definição antes das eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo, marcadas para 28 de novembro.
Foto: Reprodução/José Manoel Idalgo / Corinthians.






