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Cidades

Lauro de Freitas registra 56 ocorrências de veículos abandonados e remove 11 das ruas em seis meses

Ações da Semob buscam evitar acúmulo de lixo e focos do Aedes aegypti em carcaças deixadas em vias públicas; denúncias podem ser anônimas.

Lauro de Freitas registra 56 ocorrências de veículos abandonados e remove 11 das ruas em seis meses
Foto: divulgação

A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), mantém o monitoramento e a remoção de veículos abandonados nas vias do município. Entre abril e setembro de 2026, a Central de Monitoramento da Mobilidade Urbana (CIMU) registrou 56 ocorrências, que resultaram em 11 remoções.

Depois de receber as solicitações, os agentes de trânsito vão ao local fazer a vistoria. Se o abandono for confirmado, as equipes providenciam a retirada do veículo. Em alguns casos, o proprietário é localizado e retira o bem por conta própria. Quando é necessário o recolhimento forçado, o procedimento conta com apoio operacional dos órgãos envolvidos.

Segundo a Semob, a medida vai além da organização das ruas. Carcaças e carros deixados por muito tempo podem acumular lixo e água parada, principalmente no período chuvoso, o que favorece a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

A situação também compromete a circulação e o uso do espaço público. Veículos deteriorados e sem condições de rodar ocupam vagas e contribuem para a degradação da paisagem urbana, formando o que a pasta chama de cemitérios de carros a céu aberto.

A atuação do órgão tem respaldo no artigo 279-A do Código de Trânsito Brasileiro, incluído pela Lei nº 14.440/2022, que autoriza a remoção de veículos abandonados ou sinistrados para o depósito, independentemente de estarem em local permitido ou de configurarem infração de trânsito.

A população pode colaborar denunciando casos de abandono de forma anônima à Ouvidoria do CIMU, pelo telefone (71) 3369-9900, ou pela plataforma SEMOB Digital. De acordo com a secretaria, o monitoramento permite direcionar as operações para os pontos com maior incidência de casos.

Foto: divulgação.

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