O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que visitará o pai, Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (13). O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
A confirmação veio depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar que o presidenciável volte a visitar o pai. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (12), Flávio criticou a restrição anterior, que durou mais de três meses.
Segundo ele, a decisão foi tomada "sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, nenhum amparo legal". Flávio avaliou que o objetivo seria separar um líder político de quem disputa a Presidência e afastar um pai de seu filho, o que considera o mais grave.
"Estou ansioso para dar um abraço forte nele, primeiro de tudo. Ver como está o rosto dele, como está o ânimo dele", afirmou o candidato, que disse só ter notícias do pai por terceiros.
A coletiva ocorreu após Flávio participar, em Brasília, de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar (PL), esteve presente, assim como Fernanda Bolsonaro, esposa do senador.
A presença na missa se dá em meio à disputa pelo eleitorado católico no segundo turno. Na reta final do primeiro turno, circularam nas redes sociais informações falsas de que Flávio pretendia retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, caso eleito.
A falsa informação foi associada a um projeto de lei de 2007, do então deputado federal Victório Galli, arquivado em 2008 e sem participação de Flávio. O senador negou qualquer intenção de retomar a proposta e acionou a Justiça Eleitoral contra a disseminação do conteúdo. Na quinta-feira (8), ele recebeu uma imagem da santa das mãos do cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília.
Foto: Reprodução/Moraes suspende visita de Flávio a Bolsonaro por 90 dias.






