Em 2023, a então presidente disputou a reeleição, mas o conselho passou para outra gestão. Agora ela volta à disputa com um histórico de denúncias.
Giszele Paixão conhece bem o caminho das urnas do Coren-BA, e também a derrota. Em 2023, então presidente do conselho, ela liderou a Chapa 1, “Unidos Por Uma Enfermagem Mais Forte”, na eleição para o triênio 2024–2026.
As promessas
Na campanha, Giszele prometia informatizar o conselho com um projeto chamado “Coren na Palma da Mão”, para que os profissionais resolvessem toda a vida profissional sem sair de casa. Também prometia concurso para enfermeiros fiscais em 2024.
O resultado
As promessas não bastaram. Com o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2023, o comando do Coren-BA passou para o enfermeiro Davi Apóstolo, e o conselho mudou de ritmo.
Com o Qualifica Digital, a nova gestão levou capacitação a todos os municípios da Bahia. Presencialmente, o conselho esteve em mais de 60 cidades, chegando a profissionais que antes só conheciam o Coren-BA pelo boleto da anuidade.
Em 2025, a Bahia sediou o maior CBCENF da história, o principal congresso da enfermagem brasileira. Foi um marco científico e de mobilização para uma categoria de 200 mil profissionais no estado.
A estrutura também mudou. A sede foi reformada para atender melhor os profissionais, e a antiga sede, também reformada, virou a Casa da Ética.
Na área ética, os números mostram um conselho que funciona. Na gestão 2024–2026, o Departamento de Processo Ético recebeu 568 denúncias, realizou 40 conciliações e julgou 94 processos. Também foram empossadas 147 Comissões de Ética de Enfermagem em instituições de saúde do estado.
O que ela deixou para trás
A saída não foi tranquila. No mesmo período, Giszele e sua tesoureira viraram alvo de processo disciplinar no Cofen por suspeita de irregularidades, e uma compra de R$ 390 mil fechada a quatro dias do fim da gestão acabou na Justiça Federal.
A volta
Agora Giszele quer uma segunda chance. A pergunta que a enfermagem baiana terá de responder é se a gestão que terminou entre denúncias merece voltar.
A reportagem procurou Giszele Paixão para comentar. O espaço segue aberto.



