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LICENÇA FALSA: Diego Souza, ídolo do Sport, tem registro cancelado pela CBF e diz ser vítima de “estelionatário”

Treinador do Joinville afirma que busca se regularizar após ser citado em esquema de venda de diplomas de técnico falsificados pelo argentino Alejandro Mancuso.

LICENÇA FALSA: Diego Souza, ídolo do Sport, tem registro cancelado pela CBF e diz ser vítima de "estelionatário"

Um dos maiores ídolos recentes do Sport, o ex-meia-atacante Diego Souza, hoje treinador do Joinville (SC), se manifestou em entrevista coletiva na quinta-feira (8) sobre o esquema de licenças falsas de técnicos. Ele afirmou ser vítima de "um estelionatário", em referência ao ex-jogador argentino Alejandro Mancuso, investigado pelo golpe.

Diego disse aos jornalistas que tenta se regularizar junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), depois de ter sido citado por Mancuso. Segundo ele, o argentino fez uma "fiasqueira" com quem acreditou nele. O treinador foi anunciado pelo clube catarinense em 2 de agosto e estreou no dia 30 do mesmo mês.

Após cerca de três anos com o diploma, Diego teve o registro de técnico cancelado pela entidade que comanda o futebol brasileiro. Em sua defesa, ele relatou que foi quem pediu o cancelamento à CBF ao descobrir irregularidades na própria licença.

De acordo com as informações, Mancuso teria vendido documentos falsificados de licenças da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) a um grupo de jogadores. Ele cobrava um depósito de R$ 100 mil e prometia que os atletas ficariam aptos a treinar qualquer clube do mundo.

Quatro licenças seriam enviadas pelo correio em até 10 dias: A PRO (internacional), A (profissional) e os certificados B e C (base). Mancuso chegou a citar como clientes nomes conhecidos do futebol brasileiro, entre eles Thiago Silva, Luiz Gustavo, Diego Lugano, Paolo Guerrero, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Paulinho e Dejan Petkovic, ex-Vitória.

A CBF encaminhou o caso de Diego à Comissão de Ética e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para apurar responsabilidades. A entidade também fez um levantamento de todos os técnicos que atuam no Brasil apenas com a licença argentina e pediu apoio da Conmebol.

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