A deputada estadual eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), conhecida por criticar políticas sociais, sobretudo as voltadas a mulheres e minorias, tem a mãe como beneficiária de um programa assistencial do Governo Federal. Débora Campopiano, que é artesã, recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo INSS, desde 2019, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O BPC paga mensalmente o valor de um salário mínimo a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência que atendam aos critérios da legislação. Em geral, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até um quarto do salário mínimo, hoje cerca de R$ 405, e é necessária a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico).
Aos 59 anos, Débora não se enquadra no critério de idade. Por isso, segundo o jornal, ela só poderia receber o benefício na modalidade destinada a pessoas com deficiência.
A mãe da deputada mantém um perfil no Instagram com cerca de 28 mil seguidores, no qual divulga seu trabalho e cursos de confecção de bonecas artesanais e de pano. Em uma publicação de 2025, ela convida o público a adquirir um workshop, com parcelamento em até quatro vezes sem juros.
Outros posts de 2023 também tratam de cursos. Em agosto, a própria Eduarda aparece convidando alunas para uma aula inicialmente gratuita, que depois abriria espaço para outras ofertas de aprendizado. Outra publicação do mesmo ano anuncia um curso por R$ 67 à vista ou em 12 parcelas de R$ 6,82.
Procurada pelo jornal, a assessoria da deputada eleita não informou se ela e a mãe moram juntas. Se Eduarda integrar o grupo familiar de Débora, a renda dela entra no cálculo e pode afetar o direito ao benefício, já que desde 2022 ela era comentarista da Jovem Pan e, desde 2025, vereadora de Praia Grande.
A assessoria também não esclareceu se Débora tem renda com a venda de cursos e, em caso positivo, se essa informação foi repassada ao INSS.
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