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Eleições 2026

Criança de 9 anos com suposta arma em ato político no RN passa a ser acompanhada pelo Conselho Tutelar

Mãe aciona a Justiça para regularizar a guarda e proíbe saídas com o pai, enquanto Polícia Civil e Ministério Público investigam o caso em Parnamirim.

Criança de 9 anos com suposta arma em ato político no RN passa a ser acompanhada pelo Conselho Tutelar
Foto: Reprodução / X

Um menino de 9 anos que apareceu segurando uma suposta arma de fogo sobre o teto de um carro durante comemoração de eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser acompanhado pelo Conselho Tutelar. O caso ocorreu em Parnamirim, na região metropolitana de Natal (RN), e ganhou repercussão nas redes sociais.

O episódio aconteceu na noite de domingo (4), após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, no bairro de Cohabinal. No vídeo, a criança segura um objeto semelhante a um fuzil, enquanto adultos participam do ato. Ainda não há confirmação oficial de que seja uma arma real, nem de quem entregou o objeto ao menino.

Segundo a conselheira tutelar Amanda Melo, a mãe disse não saber que o filho havia acompanhado o pai ao ato e soube do caso por amigos, que enviaram o vídeo. Ela procurou a Justiça para regularizar a guarda e proibiu temporariamente que o pai saia com a criança até que haja manifestação judicial e a investigação seja concluída.

Os pais estão separados há cerca de oito anos e mantinham um acordo informal: o menino ficava com a mãe durante a semana e com o pai nos fins de semana. A guarda nunca havia sido formalizada pela Justiça.

A conselheira relatou que o pai disse à mãe que o objeto era um brinquedo e que a mãe mostrou uma captura de tela de conversa em que ele enviou uma foto do item. Na troca de mensagens, ele teria respondido que da próxima vez “iria comprar uma boneca” para o filho. A natureza do objeto, porém, não foi confirmada oficialmente.

De acordo com o relato da mãe, o menino ficou abalado com a repercussão e chorou após a exposição. Ele recebe acompanhamento psicológico, voltou a ter contato com amigos e retornou à escola. Amanda Melo afirmou que a atuação do Conselho Tutelar foca na segurança da criança, independentemente de posicionamento político, e classificou a atitude do pai como um excesso.

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso, que os responsáveis já foram identificados e que foram iniciadas diligências, como depoimentos. A corporação não deu mais detalhes porque o processo tramita sob segredo de Justiça. O Conselho Tutelar acionou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e comunicou o Ministério Público, cuja Promotoria da Infância e Juventude de Parnamirim abriu procedimento para apurar possíveis responsabilidades criminais.

Na quarta-feira (7), o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, também cobrou a apuração do episódio e a eventual responsabilização dos adultos envolvidos.

Foto: Reprodução / X.

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