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Valdemar admite planejamento de golpe e se irrita ao ser questionado sobre nova tentativa com Flávio: “Sei lá”

Presidente do PL defendeu anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e disse que Jair Bolsonaro participaria informalmente de um eventual governo do filho.

Valdemar admite planejamento de golpe e se irrita ao ser questionado sobre nova tentativa com Flávio: "Sei lá"
Foto: Reprodução/BNews

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira (7) que houve planejamento de um golpe no fim do governo Jair Bolsonaro, mas disse não acreditar que uma articulação semelhante volte a ocorrer caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente.

Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, o dirigente defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Segundo ele, o planejamento de um golpe não deveria ser considerado crime, e a intenção da anistia seria "soltar todos os militares que estão presos injustamente".

O apresentador Paulo Germano perguntou quem garantiria que um planejamento semelhante não ocorreria de novo em um eventual governo de Flávio. Irritado com a insistência, Valdemar respondeu: "Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais".

Valdemar demonstrou otimismo com a possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio. Ele voltou a afirmar que o ex-presidente não teria cargo formal na administração do filho, mas participaria informalmente, dando opiniões sobre a gestão.

Até o momento, 1.402 pessoas foram condenadas por crimes ligados aos atos de 8 de Janeiro e à tentativa de golpe. Desse total, 29 integram os núcleos principais, entre eles Jair Bolsonaro, os generais Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno, e Alexandre Ramagem. Segundo a investigação, o plano "Punhal Verde e Amarelo", encontrado pela Polícia Federal, previa o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.

Sobre as propostas de impeachment de ministros do STF, defendidas por senadores eleitos pelo PL e pelo próprio Flávio durante a campanha, Valdemar evitou afirmar que a medida será adotada e disse que o tema precisa ser discutido no Congresso. Ele também afirmou que a senadora eleita Michele Bolsonaro (PL-DF) deverá percorrer o país na campanha de Flávio no segundo turno contra Lula (PT).

Foto: Reprodução/BNews.

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