O candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou nesta quarta-feira (7) que fará campanha para o presidente Lula (PT) no segundo turno, mas rejeitou a ideia de que deva seguir todas as posições do petista. Durante agenda na Rocinha, na Zona Sul do Rio, o ex-prefeito disse que não é "vassalo" de Lula.
"Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votaram em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula", declarou.
A fala ocorreu depois de uma reportagem da Folha de S.Paulo revelar que Lula havia reclamado a aliados da postura de Paes na disputa presidencial. No Rio de Janeiro, o petista terminou o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e teria se mostrado insatisfeito com a falta de uma defesa mais enfática de sua candidatura por parte do candidato ao governo estadual.
Paes afirmou que conversou com Lula na noite de terça-feira (6) e negou mal-estar entre os dois. "Tem intriga, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votasse no Lula votasse em mim. Teve gente que votou no [vereador Willian] Siri, teve gente que votou no cara do PCO, e eu não estou dando crise", disse.
Questionado sobre o desempenho de Lula no estado, abaixo do obtido em 2022, o candidato criticou a articulação política do petista e citou investimentos do governo federal que, segundo ele, não teriam sido reconhecidos na Baixada Fluminense. "Ele fez R$ 20 bilhões de investimentos e ninguém confirmou o trabalho dele na Baixada", afirmou.
A relação entre os dois ocorre em meio a uma composição eleitoral que colocou Paes em posição de centro na disputa pelo Governo do Rio. O ex-prefeito firmou alianças com diferentes grupos políticos e evitou uma campanha de confronto direto com o bolsonarismo.
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