Lionel Messi disputou na terça-feira (6) o último jogo pela Seleção Argentina e deixou a Albiceleste em grande estilo. Diante de mais de 85 mil torcedores no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, o camisa 10 marcou um gol, deu duas assistências e comandou a vitória por 3 a 0 sobre Benin.
A despedida começou antes da bola rolar. Milhares de torcedores acompanharam o trajeto da delegação pelas ruas da capital argentina, e Messi foi flagrado chorando dentro do ônibus enquanto observava as homenagens. No gramado, uma camisa gigante com o número 10 e a palavra "Gracias" foi estendida.
Durante o hino nacional, o atacante voltou a se emocionar ao lado dos filhos Thiago, Mateo e Ciro. Aos 10 minutos de jogo, a partida foi interrompida para uma longa ovação ao capitão, com jogadores das duas equipes parados, fogos de artifício e cânticos com o nome dele.
Depois de um primeiro tempo sem gols, Messi participou de todo o placar. Aos 48 minutos, serviu Nicolás Otamendi, que abriu a contagem em sua despedida da seleção, após 17 anos ao lado do camisa 10. Aos 60, achou Nico Paz para ampliar e, aos 70, converteu um pênalti para fechar o placar e marcar seu 126º gol pela Argentina.
Messi deixa a seleção com 208 partidas, 126 gols e 70 assistências, sendo o recordista de jogos e gols da equipe. Após o apito final, companheiros, adversários e até integrantes da arbitragem o abraçaram, e a noite seguiu com show de drones, luzes e fogos, além de apresentações musicais, entre elas a de Soledad Pastorutti.
No discurso, Messi falou da emoção de vestir a camisa argentina por mais de duas décadas e lembrou do pai, Jorge Messi, que morreu em agosto. "Não vir mais vai doer muito. Eu juro, gostaria de continuar vindo a vida toda", afirmou.
Estreante na seleção principal em 2005, o camisa 10 conquistou a Copa América em 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e a Copa do Mundo do Catar, também em 2022. Antes disso, havia sido campeão olímpico em Pequim, em 2008.
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