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Justiça

JUSTIÇA: Pastor Lucinho e Igreja da Lagoinha são condenados por sermão sobre beijo na boca da filha de 11 anos

Decisão de primeira instância em ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais determina retratação pública e pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos.

JUSTIÇA: Pastor Lucinho e Igreja da Lagoinha são condenados por sermão sobre beijo na boca da filha de 11 anos

O pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha foram condenados em primeira instância pela Justiça de Minas Gerais. A decisão saiu em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público.

O processo foi motivado por um sermão em que o pastor disse ter chamado a filha, então com 11 anos, de "mulherão" e afirmado "ai se eu te pego". Ele também declarou ter beijado a boca da criança.

A pregação viralizou nas redes sociais depois de ser divulgada no canal oficial da igreja no YouTube. A repercussão causou revolta e levou à ação. Para a juíza Miriam Vaz Chagas, as falas tiveram conteúdo sexista e de objetificação do corpo feminino.

A magistrada afirmou que a liberdade religiosa e de expressão não protege manifestações que violem direitos fundamentais de mulheres e crianças.

Lucinho deverá fazer um novo sermão sobre "Educação de Filhos", no qual precisará se pronunciar publicamente sobre o caso e se retratar das acusações de violência contra mulheres e crianças. A medida deve ser cumprida em até 30 dias após o trânsito em julgado.

A igreja também terá de gravar um vídeo de retratação pública, a ser publicado no YouTube e nas redes sociais da instituição. Pastor e congregação deverão ainda pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais.

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