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Salvador

Cesta básica sobe 3,64% em Salvador e passa de R$ 600 em setembro, aponta SEI

Preço médio chegou a R$ 608,50, com tomate, flocão de milho e batata inglesa puxando a alta no mês.

Cesta básica sobe 3,64% em Salvador e passa de R$ 600 em setembro, aponta SEI
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A cesta básica ficou mais cara em Salvador em setembro. O preço médio chegou a R$ 608,50, alta de 3,64% em relação a agosto, o que representa R$ 21,38 a mais no orçamento das famílias.

O levantamento é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.353 cotações coletadas em 88 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Dos 25 produtos analisados, 17 tiveram aumento de preço. O tomate liderou, com alta de 43,75%, seguido pelo flocão de milho (34,48%) e pela batata inglesa (34,16%). A cebola subiu 17,20%, a maçã 7,46%, a farinha de mandioca 6,54%, o café moído 5,36%, a banana prata 5,33% e o arroz 3,56%.

Segundo a SEI, o clima e as oscilações de oferta e demanda influenciaram os preços. No caso do tomate, a oferta caiu nos principais mercados do país: as temperaturas mais baixas retardaram o ciclo das plantas e a maturação dos frutos, e as chuvas dificultaram a colheita, o que reduziu a quantidade de tomates próprios para venda.

Oito itens ficaram mais baratos. A maior queda foi a da cenoura (-7,46%), seguida por feijão (-5,17%), frango (-4,48%), queijo prato (-2,47%), ovos (-2,34%), macarrão (-1,78%), pão francês (-0,77%) e manteiga (-0,29%).

O grupo de alimentos do almoço, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, subiu 5,27% e respondeu por 37,78% do valor da cesta. Já os itens do café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, tiveram alta conjunta de 0,57% e corresponderam a 35,35% do custo.

Para comprar a cesta em setembro, o trabalhador soteropolitano precisou dedicar 89 horas e 16 minutos de trabalho. O valor equivale a 40,58% do salário mínimo líquido considerado na pesquisa, de R$ 1.499,43, já descontados 7,50% da contribuição previdenciária.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil.

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