O deputado federal Zé Neto (PT) criticou o que chamou de "toma lá dá cá" nas eleições de domingo (4), depois de não conseguir renovar o mandato. Com 104.550 votos na Bahia, quase 60 mil deles em Feira de Santana, ele ficou como primeiro suplente da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o petista afirmou que a dificuldade de disputar votos no interior e o volume de recursos empregados por outros candidatos contribuíram para o resultado. Segundo ele, não pretende participar de práticas que considera inadequadas na política.
Em 2022, Zé Neto foi reeleito deputado federal com 128.439 votos. A votação deste ano representa uma queda de 23.889 votos.
O deputado também avaliou que a presença de outros candidatos do campo progressista dividiu a votação em Feira de Santana. Ele citou, entre outros, David, Marighella, Lídice da Mata, Jorge Solla e Valmir Assunção. Mesmo com a perda de votos, considerou positivo o desempenho do grupo político na cidade, comemorou a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e destacou a redução da diferença de votos entre o governador e a oposição no município.
Sobre uma possível candidatura à prefeitura de Feira de Santana em 2028, Zé Neto não confirmou nem descartou. "Eu não pretendo, nem despretendo", afirmou. Ele disse que a prioridade imediata é trabalhar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela continuidade do projeto político do grupo na Bahia.
Mesmo sem mandato, ele ainda pode voltar à Câmara dos Deputados caso algum parlamentar eleito deixe o cargo para assumir uma secretaria ou ministério. Aos 62 anos, o petista disse que poderá retomar a advocacia enquanto define os próximos passos. "Com mandato ou sem mandato eu vou estar aqui trabalhando por ela", declarou, referindo-se a Feira de Santana.
Zé Neto foi vereador de Feira de Santana, cumpriu quatro mandatos como deputado estadual e dois como federal. Também disputou seis eleições para a prefeitura do município e chegou ao segundo turno em 2020 e 2024.
Foto: Reprodução/redes sociais.
Foto: Reprodução/Ed Santos / Acorda Cidade.






