Publicidade
Eleições 2026

PL quase dobra bancada no Senado, vai a 28 cadeiras e amplia pressão por impeachment de ministros do STF

Partido de Flávio Bolsonaro sai das urnas com a segunda maior bancada desde a redemocratização, mas ainda dependerá de aliados para aprovar suas principais pautas.

Michelle Bolsonaro é eleita senadora pelo Distrito Federal ao lado de Bia Kicis
Foto: Reprodução/redes sociais

O Partido Liberal (PL), principal sigla de oposição ao governo Lula (PT), quase dobrou sua bancada no Senado após as eleições deste domingo (4). A legenda passará de 15 para 28 senadores a partir de 2027, o que dá ao partido de Flávio Bolsonaro uma posição de força na Casa.

Dos 28 integrantes da próxima legislatura, 19 foram eleitos neste domingo e outros nove já estavam no Senado, com mandato em curso. O resultado é a segunda maior bancada já alcançada por uma sigla desde a redemocratização, em 1985. O recorde é do MDB, que teve 29 senadores em 1990 e chegou a 28 na legislatura anterior.

Apesar do avanço, o PL não terá votos suficientes sozinho para aprovar as principais pautas do bolsonarismo. O impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) exige dois terços do Senado, ou 54 votos. Já as propostas de emenda à Constituição precisam de três quintos, o equivalente a 49 votos.

O PT terá a segunda maior bancada, com nove senadores, após eleger seis. A federação União-PP ficará com 11 senadores e o MDB, com oito. O PSD, que hoje tem a segunda maior bancada, cairá de 14 para seis parlamentares, após eleger dois.

O impeachment de ministros do STF é uma das principais bandeiras da oposição, e o Senado tem competência para pautar esses processos. Flávio Bolsonaro já disse que pretende pressionar pela votação do afastamento de integrantes da Corte, com Alexandre de Moraes como um dos principais alvos.

O crescimento do PL também deve mexer na disputa pelo comando do Senado, que será decidida em fevereiro para o período até 2029. O atual presidente, Davi Alcolumbre (AP), vinha articulando apoio de Lula para permanecer no cargo, estratégia que pode ficar mais difícil. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, é apontado como o nome do grupo para presidir a Casa.

O PL elegeu os dois senadores em disputa no Rio, em Santa Catarina, no Distrito Federal e no Mato Grosso do Sul. Entre os eleitos estão Carlos Bolsonaro (SC) e Michelle Bolsonaro (DF). O PT elegeu Rui Costa e Jaques Wagner, pela Bahia, além de Humberto Costa (PE), Rogério Carvalho (SE) e Marília Campos (MG). Renan Calheiros (MDB-AL) e Ciro Nogueira (PP-PI) não conseguiram a reeleição.

Foto: Reprodução/redes sociais.

Publicidade

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share with