A atriz Marilene Saade respondeu, em um longo vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (3), às acusações feitas na Justiça por Cássia e Gaya Piovesan, filhas de Stênio Garcia. Marilene afirmou que pretende apresentar provas para sustentar sua versão sobre o conflito familiar.
Ela negou ter provocado o afastamento do marido das filhas e disse ter sido, ao longo dos anos, a responsável por aproximá-los. “Eu fui a pessoa que uni”, declarou. Segundo ela, eram frequentes as tentativas de promover encontros, como viagens e confraternizações familiares.
As filhas se manifestaram na Justiça em 28 de setembro, conforme revelado pela coluna Fábia Oliveira. Elas alegaram ter perdido o contato com o pai e atribuíram parte do distanciamento à madrasta, que, segundo elas, teria dificultado o acesso à casa do ator e a comunicação com ele.
Cássia e Gaya também demonstraram preocupação com a influência de Marilene sobre Stênio, levantaram questionamentos sobre patrimônio e regime de bens da união e pediram que o ator fosse ouvido reservadamente pela Justiça, sem a presença da atriz, dos antigos advogados ou dos atuais representantes legais.
Ao rebater, Marilene afirmou que os problemas começaram quando as filhas passaram a questionar a redução da mesada paga pelo pai. Ela disse ainda que Stênio continuou tentando manter contato com elas mesmo após o início do conflito, o que contraria, segundo ela, a versão de que o próprio ator decidiu se afastar.
Sobre o regime de bens, a atriz declarou que os dois não são casados no civil e que a união estável sempre foi de separação total de bens. “Eu não mudei o regime. Eu tenho união estável, não é um casamento no civil”, afirmou. Ela acrescentou que já tinha patrimônio antes de conhecer Stênio, por causa de bens de família.
A disputa também envolve um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com a coluna, o imóvel foi doado por Stênio às filhas quando elas eram menores, mas o ator manteve o usufruto vitalício. No vídeo, Marilene acusou as duas de alugarem o apartamento sem o conhecimento e a autorização do pai, com contratos de locação entre 2018 e 2023, segundo documentos da imobiliária apresentados no processo.
Marilene disse que Stênio descobriu as locações em 2023 e tentou se comunicar com as filhas. Segundo ela, os contratos só foram entregues ao advogado do ator após determinação judicial, e ele ficou abalado ao saber que as filhas também participaram das assinaturas. “Aí foi a grande apunhalada no Stênio”, declarou.
A atriz afirmou ter mensagens, áudios e documentos e disse que pretende apresentar parte do material à Justiça, sem descartar divulgá-lo publicamente. “Vocês vão ouvir tudo através dos áudios, seja através do processo, seja através daqui”, disse. Ela acrescentou que pode processar as filhas: “Eu talvez seja obrigada, sim, a processá-las, porque eu tenho provas, e quem tem provas tem tudo”.
As filhas questionaram a atuação dos atuais advogados de Stênio. Os representantes do ator, por sua vez, apresentaram documentos e um parecer psiquiátrico que concluiu pela capacidade dele para os atos da vida civil.
Foto: Reprodução/BNews.






