Não haverá pesquisa boca de urna no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Assim como em 2022, os institutos não farão o levantamento feito com eleitores na saída dos locais de votação para tentar antecipar o resultado.
As seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. A partir das 17h, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa a divulgar a totalização dos votos simultaneamente nas unidades da Federação.
O principal problema é o tempo. A divulgação da pesquisa só pode ocorrer depois do encerramento da votação, e os institutos precisariam concluí-la em poucas horas para que ela tivesse alguma vantagem sobre os números oficiais.
Esse foi um dos motivos apresentados em 2022. Na ocasião, Márcia Cavallari, então diretora do Ipec, explicou que a boca de urna tinha custo elevado e exigia muitos entrevistados, mas durava muito pouco diante da velocidade da apuração. Segundo ela, quando o TSE divulgasse a primeira parcial, o número de votos contabilizados já poderia ser maior que o obtido na pesquisa.
Outro fator é o horário unificado das eleições. Desde 2022, todas as seções funcionam das 8h às 17h pelo horário de Brasília, inclusive em estados com outros fusos, o que permite iniciar a totalização ao mesmo tempo em todo o país.
A pesquisa já vinha perdendo espaço. O Datafolha não faz boca de urna para disputas presidenciais desde 1998. Em 2018, o então Ibope foi o único grande instituto a divulgar levantamento nacional desse tipo no segundo turno: ouviu 30 mil eleitores e apontou Jair Bolsonaro com 56% contra 44% de Fernando Haddad (PT). O resultado oficial foi de 55,13% a 44,87%.
A ausência da pesquisa não impede o acompanhamento ao longo do domingo, já que os eleitores poderão ver a apuração em tempo real, com dados do TSE. Também é preciso não confundir a pesquisa com o crime de boca de urna, que é a tentativa de convencer ou influenciar eleitores no dia da eleição, conduta proibida pela legislação eleitoral.
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