Daniel Vorcaro relatou, em proposta de delação rejeitada pela PF e pela PGR, suposto pagamento mensal de R$ 1 milhão em espécie a um grupo ligado ao senador Jaques Wagner, na Bahia.
Segundo o ex-banqueiro, o dinheiro faria parte de um esquema envolvendo contratos do Banco Master com a PKL One, empresa ligada ao Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores públicos baianos.
De acordo com a proposta, o grupo ligado a Wagner também teria recebido vantagens por meio de distribuição de lucros e dividendos e de contratos que Vorcaro classificou como fictícios, incluindo negócios envolvendo pessoas indicadas pelo senador, sua filha e uma empresa offshore.
Ao todo, Vorcaro relatou pagamentos de R$ 3 milhões por mês. O ex-banqueiro afirmou, porém, que não presenciou o acerto dos valores e que as informações teriam sido repassadas por Augusto Lima, seu ex-sócio.
A proposta de colaboração foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República sob o argumento de que não havia elementos suficientes para corroborar os relatos apresentados por Vorcaro.
Jaques Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado em junho deste ano, após ser alvo da Operação Compliance Zero.
Segundo a reportagem, a investigação aponta que o senador teria recebido vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, do Banco Master.
Wagner e Augusto Lima foram procurados pela CNN, mas as defesas não haviam se manifestado até a publicação.
1 MILHÃO DE REAIS: Vorcaro relata mesada de R$ 1M em espécie a grupo ligado a Jaques Wagner






