EUA e Israel lançam ataques contra o Irã

Imagem: Ali khamenei, Benjamin Netanyahu, e Donald Trump

Israel realizou bombardeios contra o Irã neste sábado (28/02/2026), em uma operação descrita por autoridades israelenses como preventiva. O presidente Donald Trump confirmou que as forças armadas dos EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã.

A ação chamada de “Operação Fúria Épica” está decorrendo no país Islâmico, e em resposta o Irã neste momento lançou em retaliação ataques com mísseis contra Israel e bases americanas no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, e Bahrein.

Há vídeos mostrando jovens iranianos comemorando os ataques de Israel e dos EUA contra alvos do regime ditatorial do Irã.

Protestos da população

Os EUA sob o governo de Donald Trump fizeram diversas negociações com o Regime Iraniano dos Aiatolás, em pleno período no qual o governo iraniano enfrenta protestos contra o regime. Esse é o primeiro ataque ao Irã desde Junho de 2025, no qual Israel e EUA atacaram as principais instalações nucleares do Irã, além de destruir metade das baterias de mísseis terra-ar iraniana.

Os protestos no Irã iniciaram no dia 28 de Dezembro de 2025, após a população e comerciantes ficarem insatisfeitos com o nível de desvalorização da moeda local por conta da mal destinação dos gastos econômicos, que são voltados para o programa nuclear iraniano, financiamento de Grupos Terroristas como o Hamas na Faixa de Gaza, Hezbollah no Líbano, Houthis no Iêmen, e outros grupos armados na Síria e no Iraque. Os gastos com a militarização do regime causou um abandono em setores essenciais como saúde, educação e saneamento básico, no qual resultou atualmente na maior seca que ocorre na capital, Teerã. Essa insatisfação levou a uma grande quantidade de pessoas tomarem as ruas com protestos exigindo a queda do Regime Islâmico, com imagens mostrando a destruição de vários locais, bandeiras e estátuas ligadas ao regime.

Repressão

O aumento expressivo dos protestos fizeram o Regime iraniano entrar em confronto com os manifestantes, a fim de desmotivar os protestos, mas a repressão acabou motivando mais gente a ir às ruas protestar contra o Regime, tendo imagens mostrando Grupos paramilitares atirando em manifestantes. Diante das repercussões, o presidente Norte-Americano, Donald Trump, avisou na sexta-feira (02/01/2026) que os EUA iriam intervir no Irã caso manifestantes continuassem sendo mortos, e isso continuou ocorrendo. Curiosamente esse aviso dos EUA vieram um dia antes da Operação Resolução Absoluta, ocorrida 03/01/2026, no qual capturaram o ditador Nicolás Maduro dentro da Venezuela.

Censura

A repressão não se limitou a ataques contra civis, mas também ao bloqueio de internet ocorrida na quinta-feira (08/01/2026) como tentativa de impedir que as pessoas passassem para o mundo a perda de controle que o regime passou a ter no país.

Na tentativa de contornar essa restrição, Elon Musk decidiu no mesmo dia, quinta-feira (08/01/2026), fornecer o serviço através de alguns hotspots de antenas Starlink gratuitamente até ao menos o mês de fevereiro. Com isso, a tentativa do regime dos Aiatolá se limitou, pois para impedir o acesso a internet teria que tomar o celular de cada um dos manifestantes, algo muito difícil de conseguir.

A repressão aumentou no sábado (10/01/2026) com o regime iraniano cortando o fornecimento de energia, mas vídeos mostraram na Rede X que os manifestantes usaram lanternas dos celulares para manterem a iluminação e continuarem com as manifestações.

Guerra dos 12 Dias

O conflito ocorreu de 12 a 24 de Junho de 2025, onde Israel e EUA atacaram as principais instalações nucleares iranianas de Fordo, Natanz e Isfahan. A guerra deixou um saldo de 638 mortos, quase 8 mil feridos, mais de 2 mil ataques e centenas de prisões.

Segundo a página Área Militar na Rede X, os Norte-Americanos utilizaram o B-2 Spirit para lançar bombas contra instalações nucleares iranianas, quando seis aeronaves atacaram o complexo de Fordow com bombas GBU-57 “bunker buster”. No lado de Israel, comandado pelo ministro Benjamin Netanyahu, o sistema Iron Beam (raio de ferro, em português) e o Iron Dome (Dono de Ferro) foram usados para interceptar mísseis balísticos e defender de ameaças aéreas.