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Louvre fecha as portas em Paris por causa de bloqueio de estudantes em meio a onda de protestos na França

Museu não informa quando volta a receber visitantes; manifestações contra o custo de vida já levaram mais de 500 mil pessoas às ruas no país.

Louvre fecha as portas em Paris por causa de bloqueio de estudantes em meio a onda de protestos na França
Foto: Reprodução/CNN

O Museu do Louvre, em Paris, permaneceu fechado nesta segunda-feira (19) por causa de um bloqueio de manifestantes em frente aos edifícios. Em comunicado nas redes sociais, a administração atribuiu a medida a uma greve estudantil e não informou quando o espaço voltará a receber o público.

Segundo a direção do museu, o protesto foi organizado por alunos da Escola do Louvre para impedir a entrada de turistas. Quem chegou ao local pela manhã foi orientado a consultar o site ou os canais de contato do museu para remarcar os ingressos comprados antecipadamente.

O fechamento ocorre em meio a um movimento generalizado contra a alta no custo de vida e o projeto de corte de gastos do governo francês. No sábado (17), cerca de 500 mil pessoas foram às ruas. Mais de 2 mil foram presas, houve pelo menos duas mortes e relatos de feridos graves, incluindo duas pessoas que perderam as mãos.

Na maior parte do tempo, os atos foram pacíficos, mas terminaram em violência em vários locais, sobretudo ao anoitecer. Em Paris, grupos mascarados saquearam lojas e atearam fogo. Em Lyon, o escritório de turismo foi incendiado, e em Limoges a torre de um prédio da prefeitura com 143 anos desabou durante as chamas. A polícia usou gás lacrimogêneo contra multidões, inclusive na Place de la République, no domingo (18).

O movimento começou em setembro, com uma greve de estudantes e professores de uma escola de ensino médio nos subúrbios de Paris, que pediam mais funcionários e recursos. Embora as demandas tenham sido atendidas, os protestos se espalharam e ganharam força após a divulgação de vídeos de um policial aplicando em uma menina um golpe de imobilização pelo pescoço, prática proibida. Depois, passaram a reunir também o descontentamento com o custo de vida, a desigualdade de renda e a percepção de inércia do governo.

O presidente Emmanuel Macron afirmou na noite de domingo que quem destruiu terá de pagar, quem saqueou terá de ressarcir e quem tentou derrubar a República será responsabilizado. Ele prometeu reuniões ao longo da semana para discutir propostas concretas e ouvir os manifestantes, mas não anunciou concessões. Cresce a cobrança de que o governo não previu a dimensão da crise, a seis meses da eleição para escolher o sucessor de Macron.

Foto: Reprodução/CNN.

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