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DEBATE: Flávio promete guerra ao narcoterrorismo e Lula defende federalizar a segurança pública

No primeiro confronto direto do segundo turno, na Band, os dois candidatos à Presidência apresentaram propostas opostas para combater o crime organizado.

DEBATE: Flávio promete guerra ao narcoterrorismo e Lula defende federalizar a segurança pública
Foto: Reprodução/Renato Pizzutto/Band

No primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado neste domingo (18), o senador Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que pretende classificar facções como o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, caso seja eleito. O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a federalização da segurança pública.

Flávio afirmou que, a partir de janeiro, vai declarar guerra ao narcoterrorismo e incluir também as milícias na classificação. Ele prometeu recuperar bairros, ruas e cidades dominados por criminosos e disse que vai retomar as cadeias.

O candidato do PL citou a Lei Antifacção, que, segundo ele, vai manter os líderes das organizações presos por até 80 anos. Ainda de acordo com Flávio, em um eventual mandato os criminosos serão presos ou, nas palavras dele, "neutralizados pelas nossas polícias".

Lula disse que a segurança pública é responsabilidade dos estados, mas que eles fracassaram. Para o petista, "nenhum estado conseguiu resolver o problema na segurança pública".

O presidente defendeu a PEC da Segurança Pública, que prevê mudanças na organização do setor, na divisão de competências entre os entes federativos, no sistema penitenciário e no enfrentamento às organizações criminosas. Segundo ele, se o Senado votar a proposta, criará imediatamente o Ministério da Segurança para intervir nos estados em articulação com prefeituras e União.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC da pauta do plenário na quinta-feira (15), e ainda não há data para que o tema volte a ser analisado.

O debate, promovido pela Band em parceria com o Estadão e as emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan, é o primeiro com a presença dos dois candidatos. No primeiro turno, ambos evitaram os embates: a equipe de Lula alegava risco de isolamento diante de adversários de direita, e Flávio condicionava a presença à do presidente. Na votação, Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%.

Foto: Reprodução/Renato Pizzutto/Band.

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