A Arena Fonte Nova anunciou no sábado (17) a criação da Arena TEA, espaço voltado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a seus familiares durante partidas de futebol e outros eventos no estádio, em Salvador. A estrutura está em fase de implementação, e a abertura ao público está prevista para o início da temporada de 2027.
O projeto faz parte do programa de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) da arena. Antes da inauguração, o espaço passará por eventos-teste para avaliação e ajustes dos protocolos de funcionamento.
A Arena TEA terá isolamento acústico, ambientes de cores claras e neutras, áreas de circulação adaptadas e organização que facilite a orientação dos frequentadores. Segundo a administração do estádio, o projeto foi desenvolvido com base em princípios de neuroarquitetura e em normas de acessibilidade.
O atendimento será feito em parceria com o Instituto Vivência, especializado no acompanhamento de pessoas neurodivergentes. A equipe terá um instrutor e profissionais capacitados no sistema de gerenciamento de crises PCM. Anexa ao espaço, funcionará a Sala Calma, destinada a quem apresentar sobrecarga sensorial, com redução de estímulos externos para que a pessoa possa se reorganizar e, quando possível, voltar às atividades.
Mais de 200 profissionais da operação de jogos, entre brigadistas e orientadores, já passaram por treinamentos para atender pessoas autistas. Também houve uma capacitação aberta a familiares e cuidadores, com orientações sobre direitos e cuidados.
O presidente da Arena Fonte Nova, Alexandre Gonzaga, afirmou que a ideia é ampliar a participação desse público. "Com infraestrutura adaptada e o apoio necessário, queremos ampliar as possibilidades de participação das pessoas autistas em eventos e partidas na Arena, contribuindo para superar preconceitos e barreiras", disse.
A gerente Comercial, de Comunicação e ESG, Thaise Muniz, explicou que o desenvolvimento contou com instituições de Salvador, profissionais de saúde e torcidas organizadas TEA. Já a diretora do Instituto Vivência, Débora Moreira, destacou que o ambiente foi projetado para acolher particularidades e proporcionar uma vivência empática.
O acesso será mediante compra de ingresso específico. A administração ainda não divulgou valores, capacidade do espaço nem detalhes sobre como adquirir a entrada.
Foto: Divulgação / Arena Fonte Nova.






