A lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso dos descontos indevidos e desvios contra aposentados e pensionistas do INSS, afirmou em entrevista à CNN Brasil, neste sábado (17), que o presidente Lula (PT) pode estar "esclerosado" e por isso não se lembraria de sua amizade com o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Questionada se Lula sabia que ela ajudava ministros a conseguir reuniões com o presidente, Roberta disse que integrantes do governo recorriam a ela por causa da intimidade que mantinha com pessoas próximas ao chefe do Executivo. Segundo ela, os ministros às vezes tinham dificuldade para falar com Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e pediam ajuda para chegar ao presidente. Ela classificou a dinâmica como "meio, talvez até bagunçado e amador no agir".
Ao ser perguntada se o presidente sabia quem ela era, a lobista respondeu que ele a conhece há muitos anos. "Ele sabe que eu existo, ele sabe", afirmou. Para ela, a principal certeza de Lula é que a melhor amiga do filho dele é ela.
Roberta citou encontros em Natal, ano-novo, carnaval e festas para sustentar o argumento. "Como o presidente não vai saber?", questionou. Em tom irônico, disse que Lula, aos 80 anos, pode estar com "alguma senilidade" e acrescentou que ele "nunca sabe de nada do entorno".
Após a entrevista, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou nota afirmando que Lula desconhece "inteiramente" os fatos relatados por Roberta, jamais manteve interlocução com ela e nunca recebeu demandas da lobista. O texto também diz que não existe contrato do governo federal com Roberta.
A nota ainda afirma que causa estranheza que as declarações surjam às vésperas do segundo turno da eleição e classifica a situação como tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.
Foto: Reprodução / Youtube / CNN Brasil.






