Uma faixa com a inscrição "700 mil mortos", em referência às vítimas da Covid-19 no Brasil, foi estendida no Morro do Cristo, no bairro da Barra, em Salvador. O protesto ocorreu antes do comício do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), previsto para este sábado (17), no Farol da Barra.
A manifestação faz alusão às 716.626 mortes acumuladas pela doença desde o início da pandemia, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde. O período inclui a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, que atualmente está preso por tentativa de golpe.
O ato deve reunir, além de Flávio, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) e o presidente do PL na Bahia, João Roma, além de deputados federais, estaduais e outras lideranças políticas.
A concentração dos bolsonaristas está marcada para as 15h, no próprio Morro do Cristo. Depois, os participantes seguem em direção ao Farol da Barra, onde o comício tem início previsto para as 15h30.
Este é o primeiro ato de campanha de Flávio na capital baiana. A expectativa é que ele busque se fortalecer entre os eleitores baianos e adote uma nova estratégia para o segundo turno, com aconselhamento para voltar a falar do ministro do STF Alexandre de Moraes e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
Segundo interlocutores do senador, a ideia é explorar as crises ligadas a esses personagens, que enfraquecem a campanha petista à reeleição. Moraes passou a ser alvo do eleitorado após a revelação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Já Lulinha foi citado em denúncias sobre suposto envolvimento com fraudes no INSS.
Flávio desembarca em Salvador acompanhado de Nikolas Ferreira e do deputado Lucas Pavanato (PL-SP), parlamentares com forte presença nas redes sociais e público majoritariamente jovem. A estratégia busca ampliar o apoio em um reduto petista: em 2022, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro.
Foto: Reprodução/Matheus Simoni / BNews.






