O fim do tratamento contra o câncer de mama é uma conquista, mas nem sempre encerra os desafios enfrentados pelas pacientes. Depois da alta, as sobreviventes seguem lidando com marcas físicas e emocionais e precisam se readaptar à rotina, ao trabalho e às mudanças no corpo.
A personal trainer e influenciadora digital Vanessa Pessôa descobriu o diagnóstico em 2016, um ano depois de entrar para a Marinha do Brasil como educadora física. Ela precisou deixar o trabalho para se dedicar ao tratamento, que incluiu mastectomia, hormonioterapia e três cirurgias.
Para Vanessa, não existe exatamente um retorno ao que era antes. "Existe um novo normal. Quando o tratamento termina, muitas pessoas ao redor entendem que está tudo resolvido. Mas, para quem passou pelo câncer, nem sempre é assim", afirmou. Ela citou ainda o acompanhamento médico, os exames e o medo da recidiva como parte dessa fase.
Kátia Oliveira, cuja história com a doença começou em 2020, encerrou o protocolo oncológico após cinco anos de acompanhamento e tratamento. Ela contou que, mesmo livre da doença, continua fazendo exames e consultas, e que qualquer dor no corpo pode despertar a lembrança do que passou.
Kátia também falou da ansiedade antes dos exames e do cuidado maior com o corpo. Por outro lado, disse que a experiência a ensinou a valorizar o que antes parecia pequeno. "Hoje, um dia comum é extraordinário para mim", relatou.
Os depoimentos das duas mulheres reforçam a importância do acompanhamento médico, do apoio psicológico e da rede de acolhimento durante essa nova etapa.
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