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CORINTHIANS: MP pede prisão preventiva do vice-presidente Armando Mendonça no caso das camisas

Promotor aponta possível coação após a demissão de testemunha-chave, às vésperas da audiência marcada para 10 de novembro; defesa nega e fala em abuso.

CORINTHIANS: MP pede prisão preventiva do vice-presidente Armando Mendonça no caso das camisas
Foto: Reprodução/Armando Mendonça, vice do Corinthians • CNN Brasil

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no processo que apura o chamado "escândalo das camisas", que envolve suspeitas de desvio de uniformes do clube. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (16).

A solicitação veio depois da demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube e testemunha no caso. Em manifestação enviada à 25ª Vara Criminal, o promotor Cássio Conserino afirmou que o desligamento ocorreu às vésperas da audiência de instrução, marcada para 10 de novembro, e deve ser analisado no contexto da investigação sobre coação no curso do processo.

Segundo o promotor, Munhoes era uma testemunha importante contra Armando Mendonça, pois apresentou provas técnicas que ajudaram a identificar indícios de desvio de materiais esportivos. Conserino também destacou que a demissão ocorreu em um contexto no qual o presidente do clube, Osmar Stábile, teria demonstrado apoio a Armando e criticado o trabalho do Ministério Público, mesmo representando o Corinthians, apontado como vítima no caso.

Em e-mail enviado ao promotor, Marcelo relatou que foi desligado sob a justificativa de questões de natureza política e disse considerar necessário informar as circunstâncias de seu afastamento.

Em nota, a defesa de Armando Mendonça afirmou ter recebido o pedido com surpresa e o classificou como abusivo. Os advogados sustentam que a dispensa de Marcelo é um acontecimento próprio do ambiente político do clube e que a demissão de diretores é prerrogativa do presidente.

A defesa também afirmou que Marcelo se habilitou como candidato em uma chapa de oposição para a próxima eleição do Corinthians. Os advogados alegam ainda que a acusação não apresenta provas e acusam o promotor de parcialidade por manter conversas diretas com opositores políticos da atual gestão.

Foto: Reprodução/Armando Mendonça, vice do Corinthians • CNN Brasil.

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