A confirmação de Rafael Câmara como piloto titular da Haas para a temporada 2027 da Fórmula 1 recoloca o Brasil em uma situação que não vivia havia mais de uma década: ter dois representantes no grid. Gabriel Bortoleto segue na categoria defendendo a Audi.
A última vez que o país teve dois pilotos titulares durante uma temporada completa foi em 2016, com Felipe Massa, pela Williams, e Felipe Nasr, pela Sauber. Desde então, a falta de brasileiros reduziu a presença nacional em uma categoria que movimenta grandes investimentos e atrai marcas do mundo todo.
Para Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, Câmara chega com uma trajetória de destaque nas categorias de base e representa mais do que uma promessa esportiva. Ele avalia que a presença de dois brasileiros pode ampliar o envolvimento do público com a Fórmula 1.
Na visão de Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, a dupla também amplia as possibilidades para as marcas brasileiras, com mais histórias para acompanhar, campanhas, conteúdo e experiências nos autódromos. Ele afirma, porém, que dois brasileiros no grid não significam automaticamente o dobro de patrocínios, já que a conversão do interesse em negócios depende de propostas claras e resultados mensuráveis.
A trajetória de Bortoleto ilustra esse potencial. Desde o anúncio de sua chegada à F1, o paulista atraiu patrocinadores como Mercado Livre, Porto, KitKat, Banco de Brasília, Motorola, Snapdragon, O Boticário, Claro e PicPay, entre outros ligados ao piloto e à equipe.
O potencial comercial também se reflete nos ganhos dos pilotos. O salário-base de um competidor da categoria é estimado em cerca de US$ 2 milhões por ano, e acordos comerciais podem, em algumas estimativas, dobrar ou triplicar esse valor. Os contratos individuais, no entanto, normalmente não são divulgados.
Foto: Reprodução/Matt Reeves reforça que não está deixando o longa.






