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EUA avaliam usar a “mãe de todas as bombas” contra infraestrutura energética e instalações nucleares do Irã

Segundo funcionários americanos, planos militares preveem o uso da bomba MOAB caso Trump ordene a retomada dos ataques, mas há dúvidas sobre a eficácia da arma.

Os militares dos Estados Unidos prepararam novos planos de ataque que incluem o uso da chamada "mãe de todas as bombas" contra a infraestrutura energética e instalações nucleares do Irã. A informação é de vários funcionários americanos familiarizados com o assunto. O emprego ocorreria caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das operações de combate, antes ou depois das eleições legislativas de meio de mandato.

A GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast Bomb, conhecida como MOAB, é a maior bomba não nuclear do arsenal americano e pesa cerca de 9,8 toneladas. Usá-la pela primeira vez no conflito com o Irã representaria uma escalada significativa. Uma das fontes afirmou que Trump mandou os militares desenvolverem pacotes adicionais de ataques, incluindo "muita infraestrutura energética" e a possibilidade de uso da MOAB.

Outra fonte disse que os planos para atacar instalações nucleares, como a Montanha Pickaxe, também preveem explicitamente a bomba. Estados Unidos e Israel acreditam que Teerã tenha guardado ali componentes de seu programa nuclear. Trump ameaçou atacar o local diversas vezes nos últimos meses.

Há, porém, dúvidas sobre a eficácia da arma. Guiada por GPS, a MOAB pode destruir uma área equivalente a nove quarteirões urbanos, mas provavelmente não penetra o solo o bastante para atingir instalações protegidas por camadas de granito. "Definitivamente, ela não foi projetada como uma ogiva de penetração profunda", disse uma das fontes. O grande raio de explosão também levantaria preocupações sobre mortes de civis.

Segundo as fontes, a bomba poderia ser usada como arma psicológica, sem a necessidade de retomar de imediato as operações em larga escala. Trump enfrenta pressão para encerrar uma guerra impopular, e há poucos sinais de acordo, após mais de seis meses de bombardeios americanos. Assessores buscam uma vitória "simbólica", e o primeiro passo seria um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Uma fonte disse que algumas opções equivaleriam a um "espetáculo de fogos de artifício".

Um funcionário da Casa Branca afirmou que o governo não comenta planos militares sensíveis e que Trump mantém todas as opções sobre a mesa para impedir que o Irã tenha uma arma nuclear. O Pentágono declarou que planeja uma ampla gama de cenários operacionais.

A MOAB foi usada uma única vez em combate, em 2017, no primeiro mandato de Trump, contra túneis do Estado Islâmico no Afeganistão. Autoridades afegãs informaram que 36 combatentes morreram, sem vítimas civis.

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