O Ministério Público Federal (MPF) abriu, nesta quarta-feira (14), um procedimento para apurar denúncias de bloqueios e remoções de conteúdos nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2026. A investigação envolve a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, e a plataforma X, antigo Twitter.
A iniciativa partiu de uma representação apresentada por organizações da sociedade civil, entre elas Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. As entidades afirmam ter reunido mais de mil relatos de restrições a contas e publicações, muitas ligadas a manifestações políticas.
De acordo com as organizações, parte das medidas teria sido aplicada de forma arbitrária, sem explicações claras aos usuários. As denúncias incluem suspensões de perfis e remoções de conteúdos considerados legítimos, o que teria atingido jornalistas, comunicadores, veículos independentes e cidadãos comuns.
O MPF pediu que as empresas esclareçam os casos em até cinco dias e informem se os bloqueios decorreram de decisões judiciais ou de sistemas automatizados. O órgão também quer verificar se há mecanismos de defesa e de notificação prévia para os usuários afetados.
Foto: José Cruz/Agência Brasil.






