A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) protocolou uma denúncia na OEA (Organização dos Estados Americanos) contra a Meta, dona de WhatsApp, Instagram e Facebook. O motivo seria a suspeita de interferência nas eleições presidenciais. A informação foi divulgada pelo coordenador da campanha, senador Camilo Santana, em coletiva de imprensa.
Segundo ele, a representação também foi feita junto à Agência Nacional de Proteção de Dados e a outras organizações internacionais. "Mais uma vez a campanha vem denunciar a interferência externa nas eleições e nós sabemos o peso que tem as redes sociais hoje numa eleição presidencial, principalmente uma eleição curta, de poucos dias, que é o caso do segundo turno", afirmou.
Desde o início da semana, a campanha petista relata casos que sugeririam favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas plataformas da Meta. Um deles envolve a Meta IA: usuários teriam encontrado dificuldade para gerar imagens com referências à campanha de Lula, mas não teriam o mesmo problema com imagens ligadas à campanha de Flávio. Camilo Santana disse ainda que a página oficial de Lula recebeu mais de 2,5 mil denúncias desse tipo nos últimos três dias.
Coordenadores da campanha também se reuniram por videochamada com representantes de entidades e partidos de mais de 12 países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido e Chile. Uma nova reunião foi marcada para quinta-feira, com observadores internacionais cadastrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), quando será apresentado um relatório com indícios de favorecimento a Flávio nas redes. "A gente vai relatar tudo que tem ocorrido de estranho", disse Camilo, citando interrupções, derrubada de bloqueio de impulsionamento e interrupção de visualizações.
A coligação "Brasil Pronto pra Mais", que representa a campanha de Lula, já havia acionado o TSE contra plataformas de redes sociais. A mais recente ação, na segunda-feira, teve como alvo o X (antigo Twitter), acusado de restringir publicações favoráveis ao presidente e de associar a hashtag de um ato de campanha, realizado na Avenida Paulista, a uma expressão depreciativa.
Em nota divulgada na terça-feira, a Meta reconheceu falhas técnicas relacionadas a anúncios e publicações da campanha de Lula. A empresa negou, porém, que seus algoritmos tenham viés ideológico ou sejam usados para favorecer candidaturas.
Foto: Reprodução/Entenda a acusação da campanha de Lula contra a Meta.






